De casa, longe do bate-papo na esquina, do café na padaria, dos abraços soltos por aí, a gente tem de descobrir outras fontes de afeto, já que não dá para fazer festa com os amigos.
Fotos e cartas antigas são lembranças guardadas faz anos, que você não olha por falta de tempo? Fotos com os amigos, ex-namorados, pais, filhos, viagens; cartões-postais, cartas de pessoas especiais (eu ainda guardo algumas!) são antídotos certos para espantar o tédio.
Em minha experiência de reclusão, adoro tirar a poeira do passado e curtir tudo o que vem dele. Há lembranças boas, tão boas que dá para sentir hoje a mesma empolgação de antes. Só que junto vem toda a nossa história, e a gente tem de lidar com ela.
Trazer à tona aquela situação esquisita que nos deixou meio tristes pode incomodar, mas também pode ser uma oportunidade de saber se o tempo já se encarregou de transmutar os maus sentimentos em bons.
Quantas histórias já vivemos! Quanto ficou para trás e fugiu de nossa memória! Quanta riqueza a gente tem pra lembrar e pra contar!
Então, se sobra tempo e falta afago, que tal mergulharmos de cabeça em nosso baú de histórias? Imagina trazer tudo pra fora, pro agora, toda a boniteza do passado em um belo embrulho pra presente!
Crônica de autoria de Cristina Camargo. Todos os direitos reservados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário